domingo, 28 de setembro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Emo Jesus

Emo Jesus -A triste historia do triste Messias
Naquele dia o Messias tinha acordado triste e abatido. Tinha uma palhinha espetada num olho que lhe tinha provocado uma lágrima não sentimental, o que o aborreceu grandemente. O Senhor espreguiça-se languidamente na sua cama de palha… mas logo começa a soluçar. “Outro dia!” – pensa, “Em verdade digo à minha divina pessoa que estou deveras farto disto! Vou crucificar-me!” e desata num choro mariquinhas e angustiante.
Mais calmo o Messias calça as suas sandálias, ajeita a túnica e sai de casa em direcção a um monte ali próximo. Um monte com uma bela vista e que lhe traz doces recordações. Ele e o seu discípulo Judas… os beijos trocados entre ambos, as promessas ditas solenemente um ao outro. O Messias lembra-se do último encontro no sagrado monte:
“ – Judas, prometei-me! Prometei-me que nunca abandonarás vosso Senhor! – pede sofregamente o messias enquanto olha o seu discípulo com olhos brilhantes."
“ – Meu Senhor o que dizeis? Como Vos poderia eu abandonar?”
“ – Eu vi-vos com Maria, no outro dia… parecíeis muito cúmplices… Judas olhai em meus olhos e dizei-me… Sois hetero?”
“ - Meu Senhor! Ofendeis-me com tal desconfiança! Eu nunca tocaria numa mulher!”
Depois de tais palavras trocadas mais nada precisava de ser dito, e foram os dois rezar ao Senhor Supremo que habita o mais alto trono no céu, para que abençoa-se o amor entre os homens e houvesse paz na terra.
Mas agora ali sozinho na solidão do monte, o Senhor Jesus começava a ter dúvidas, se as palavras do seu adorado Judas eram realmente sinceras… e tudo por causa de Maria! Aquela rameira parecia andar a perseguir todos os seus discípulos! Tinha de lhe dar um sermão bem dado para que ela os deixasse a todos em paz.
De súbito a meditação de nosso Senhor é interrompida por inesperadas vozes. O Senhor roda a sua abençoada cabeça, afasta o cabelo da sua fronte e vê no seu campo de visão as figuras de Pedro, João, Tiago, Matias, Tomé e outros seus apóstolos, vinham todos muito alegres a dançar e a cantar, dando vivas por encontrarem o seu mestre. A alegria deles irritou profundamente o Messias “Como podem eles pois, manifestar tamanha alegria, num mundo tão mau como este?” perguntou-se. Levantou-se bruscamente.
- Como podeis? Como vos atreveis em virdes incomodar-me agora? Em verdade vos digo que estava a falar com o meu pai que é Deus! E que vos vai queimar a todos com bolas de fogo vindas do céu se me voltardes a interromper a meditação!
Os apóstolos viram que as palavras que saiam da divina boca do Senhor eram verdade, e envergonharam-se deles mesmos.
- Perdoai-nos Senhor! – suplicou Mateus arrojando-se aos pés do Senhor que tinham um certo aroma a queijo suíço.
O Messias bateu com a sandália no chão que fez levantar uma pequena nuvem de poeira.
- Deus é amor e todo misericordioso, sendo eu seu divino filho sou também amor e tenho misericórdia de voz que sois uma corja. Bem sei que andais a frequentar o albergue de Maria nas minhas costas. Não aprendeis nada com o vosso Senhor, às vezes desiludis-me… mas estão perdoados. Levanta-te e anda Mateus.
Mateus levantou-se prontamente e disse:
- Ó Senhor, viemos-Vos convidar para um passeio pelo bosque, para apanharmos amoras. Quereis vir connosco?
Lá foram todos para o bosque apanhar amoras. O Senhor estava ainda muito abatido e ia no fim do grupo… ainda tinha Judas nos seus pensamentos…
De subido, de entre as frondosas arvores do bosque, surge Judas. O Messias levanta os olhos e encara o seu mais adorado discípulo de sempre, um sorriso começa a formar-se em seus lábios, mas é interrompido quando vê de traz do seu amado surgirem altos e fortes homens em vestes de cabedal… romanos! E um deles, o Senhor viu claramente com a sua divina visão, apesar de ter o cabelo caído sobre o seu olho direito… um dos romanos estava a apalpar Judas! O Senhor pára com todos os seus apóstolos e ficam a observar os estranhos.
Antes que o Messias tivesse tempo de reagir ao que tinha visto, Judas aproxima-se rápida e graciosamente em direcção ao seu Senhor, e dá-lhe um longo e profundo beijo.
- Afastai-vos de mim traidor infiél! – berra o Messias já com os olhos rasos de lágrimas
- Eu vi-vos! Com aquele romano, aquele o mais alto e musculado de todos… Como pudestes trair vosso Senhor?
- Ò misericordioso Senhor não é o que estais a pensar… - diz Judas numa voz sumida de culpa.
- Judas pelo amor do meu Omnipresente Pai! Como pudestes?! Ides arder nas labaredas do inferno! Haveis de vos arrepender de tal traição! Eu dei-vos o meu coração e vós andáveis aí a trair-me com romanos nos bosques nas minhas costas! Odeio-vos! Já não há nada que me prenda a este mundo! Vou crucificar-me!
Tal era a angustia e tristeza do Senhor que os restantes apóstolos entraram em pânico com a ameaça de crucificação e começaram todos a gritar histericamente com a túnica arregaçada a correr de um lado para o outro.
O Senhor também arregaçou a sua túnica e começou a correr para muito longe, ia crucificar-se, já não restavam duvidas, estava farto de tudo, a traição fora de mais para ele.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
What Do You Do With A Drunken Sailor?
Way hay and up she rises
Way hay and up she rises
Way hay and up she rises
Earl-eye in the morning
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Alice e Buda
uma história discordianA
A conversa entre uma louca e o mais louco de todos.
Por Elijah ê Shion
"Bichano estranho...", pensou irritada. "Eu não sou louca, por mais que digam. Não sou, não sou, não sou!", esbravejou sentando sob a árvore, completamente emburrada.
Buda estava de passagem por ali, e notou Alice, pensando "Há poder nessa daí". Alice observou o jovem esbelto, muito belo e perguntou:
"Pareço uma louca para o senhor?", ao que Buda respondeu:
"A mim você me parece é uma fofura!", e piscou.
Alice suspirou, pelo jeito ninguém via o sofrimento que era cair num lugar muito esquisito, onde todos eram loucos, e ninguém entendia nada, muito menos um careca bobão que nem aquele.
Alice perguntou:
"O senhor se considera louco?",
Buda sentou ao seu lado, sob a árvore, e respondeu, num tom de conquistador:
"Eu era. Mas descobri que tudo é dor, e resolvi deixar de ser louco. As vezes me arrependo...".
"Porque o senhor se arrepende?", Alice diz, verdadeiramente curiosa. "Eu era um louco e vivia feliz, mas então saí da casa de meus pais e conheci este mundo que agora vemos, com todas suas atribulações, e me tornei uma pessoa engajada em deixar as pessoas ainda mais loucas. Eu prego que quando ficarmos realmente loucos, e sairmos de nossa cabeça, vamos deixar de sofrer. Na verdade também vamos deixar de SER, mas isto é detalhe...".
"Puxa!", disse Alice com os olhos arregalados, pensando para si: "Este daí é o mais louco de todos..."
Foi então que o Gato voltou e disse: "Vou dar uma volta, não comam nenhuma das minhas frutinhas, ou vocês se arrependerão!".
Alice e Buda se assustaram com a reverberação produzida pela última palavra, não sabiam que o Gato era fã de filmes bíblicos, e tinha uma central de efeitos para produzir um Jeová bem furioso, do jeito que as pessoas costumavam gostar, na época do antigo testamento.
O Gato saiu para caçar uma pomba e uma serpente, como era costume dos seus antepassados no Egipto Antigo, que por sinal eram mais bem tratados que os Judeus. Encontrou uma serpente, pagou a gorjeta de praxe e disse:
"Seguinte... vai ali na Árvore e tenta aquela menina. Faz ela comer o fruto proibido". Ao que a serpente respondeu:
"Ok, Gato Doido, mas tenta me explicar o porquê disso tudo antes...".
O Gato sacudiu a cabeça enquanto pensava em uma desculpa qualquer para a peça que iria pregar e soltou esta:
"Ahh... é que meus descendentes, os Leões, vão ser bem alimentados por causa disto...".
Pensou depois: "Serpente burra. Não entende nada de teologia ou biologia!", e riu para si.
Alice, que não havia percebido as frutinhas antes (mesmo porque elas não existiam alguns segundos atrás de qualquer forma, quando o Gato criou a Árvore) começou a salivar ao vislumbrá-las. Pegou uma delas, deu uma mordida e ofereceu para Buda, que disse:
"Não, não... Não estou a fim de uma grande discussão dogmática com cristãos fundamentalistas, é melhor não misturar as religiões...", mas Alice parecia tão tentadora, que ele não resistiu. Alice pensou:
"Ele é chato, mas até que é bonitinho."
A esta altura, o Gato havia encontrado a Pomba, e pedido a ela que suspirasse de leve no ouvido de Buda, aconselhando-o a não comer a frutinha. A Pomba não perguntou nada, já que estava acostumada a transmitir mensagens, e não exigiu pagamento.
Quando a Serpente chegou, Alice já tinha comido a frutinha. A cobrinha então teve que passar para o plano B, ou teria que devolver o dinheiro...
Começou a encarar Buda, e colocou bastante Desejo em seu coração. Buda olhou para Alice com fogo nos olhos, e pensou em matar seu desejo, saciando-se. A Pomba viu a cena, e comentou no ouvido de Alice:
"Este aí está fisgado!".
Não preciso dizer que foi neste dia que Alice virou mulher e Buda alcançou o Nirvana.
A Serpente, que foi enganada por Buda e acabou tentando Alice, como ele desejava, acabou perdendo o dinheiro para a Pomba no poker, que por sua vez, em plena e vergonhosa caridade cristã, doou para um mosteiro budista. O Gato riu-se tanto do desfecho da história que a ditou para alguns profetas malucos, que não entenderam metade do que ouviram. Isto causou alguma confusão.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Uma fabula

Um gato adulto viu um gatinho a correr atrás da sua própria cauda e perguntou:
- Porque razão andas a correr atrás da tua própria cauda?
Disse o gatinho:
- Aprendi que o melhor que pode acontecer a um gato é a felicidade, e que a felicidade é a minha cauda. Por isso ando atrás dela, e quando a apanhar serei feliz.
Disse o gato velho:
- Meu filho, também eu prestei atenção aos problemas do universo. Também eu julgava que a felicidade estava na minha cauda. Porém, reparei que sempre que ando atrás dela, esta foge de mim, e quando vou à minha vida, ela parece seguir-me para onde quer que eu vá.
xX A mesma fabula numa versão Alentejana... Xx
Diz um gato para outro más pequenitô:
- Oh gato dum cabrão.. porqué candas a correr atrás da tua própria cauda?
E respondendo o gato más pequenitô:
- Ora, atã na é que aprendi que o melhor que pode acontecer à genti é a felicidadê, e a felicidade é a cauda da genti, por isso ando fêito parvo a correr atrás dela, na éi?
E nisto diz o gato velho:
- Oh porra!!!! Também eu pensava isso... Maaaaas, reparei que sempre que corro atrás dela ná consigo apanhar, e quando vou à minha vida, ela persegue-me onde quer que eu vá... Tá lá isso? Gato dum cabrão, têm maizé juizô!
domingo, 30 de setembro de 2007
O condutor ‘’Fantasma’’

Hoje está um dia chuvoso, ideal pra ficar em casa a ler contos de terror!
Esta história é real e aconteceu há cerca de um mês numa pequena cidade mexicana...
Não recomendável a indivíduos susceptíveis...
Numa noite escura e de temporal, estava um rapaz de seu nome Cliff na berma de uma estrada secundária mal iluminada pedindo boleia. Nenhum carro passava,
e a tempestade estava tão furiosa que ele não conseguia ver 2 palmos à frente do nariz!
Subitamente, Cliff viu um carro aproximar-se dele e parar. Radiante, o rapaz saltou de imediato para dentro do carro, fechando a porta atrás de si,
apenas para se deparar com o facto de não haver ninguém no local de condutor!!!
O carro re-iniciou então a marcha,
lentamente, e Cliff olha para a estrada e vê uma curva a aproximar-se, estando o carro a dirigir-se para ela perigosamente.
Aterrorizado, e ainda mal refeito do choque de se encontrar
num carro fantasma,
Cliff começa a rezar fervorosamente para que a sua vida seja poupada... E é nesse instante,
quando a curva se encontra a apenas uns escassos metros do carro,que uma mão surge da janela do carro e move o volante...
O rapaz, paralisado de terror e medo, continua a observar as constantes aparições da mão,
antes de cada curva do caminho. Até que, reunindo as escassas forças que ainda possuía,
Cliff salta do carro em andamento lento, e corre para a cidade mais próxima. Cansado, encharcado e em estado de choque, entra num café onde emborca de imediato 2 shots de tequilla,
relatando debilmente o que lhe havia sucedido, perante o olhar estarrecido dos outros clientes...
Cerca de meia hora mais tarde, 2 homens entram no mesmo café, completamente encharcados. Exclama então um para o outro:
"Olha lá, aquele não é o atrasado mental que entrou no nosso carro quando o estávamos a empurrar??"




